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Bronquiectasia não fibrocística: por onde começar a investigação etiológica

2 de dezembro de 2025 · Dra. Gabriela Piraice

Bronquiectasia não fibrocística é um achado de imagem, não um diagnóstico fechado — e um dos maiores desafios na prática é decidir por onde começar a buscar a causa. O consenso brasileiro sobre bronquiectasias não fibrocísticas, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia (Pereira MC, Athanazio RA, Dalcin PTR, Figueiredo MRF, Gomes M, Freitas CG, Paschoal RA, Rached SZ, et al.), organiza essa investigação inicial de forma prática.

Painel inicial sugerido

Quando ainda não há etiologia definida, o consenso recomenda iniciar a investigação com:

  1. Hemograma completo.
  2. Dosagem de imunoglobulinas — IgG, IgM e IgA.
  3. IgE total.
  4. IgE específica para Aspergillus, como rastreio de aspergilose broncopulmonar alérgica (ABPA).
  5. Cultura da secreção do escarro.
  6. Teste do cloro no suor, para rastreio de fibrose cística.

Por que essa combinação

O painel foi desenhado para cobrir, em uma única etapa, os diagnósticos diferenciais mais relevantes e mais tratáveis: imunodeficiências (hemograma e imunoglobulinas), ABPA (IgE total e específica), colonização/infecção bacteriana persistente (cultura de escarro) e fibrose cística (teste do suor) — que segue sendo diagnóstico diferencial obrigatório mesmo diante de bronquiectasia classificada como "não fibrocística".

Consulte a íntegra do consenso brasileiro antes de aplicar qualquer conduta — a investigação deve sempre ser individualizada conforme a história clínica.


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